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Arquivo para julho, 2011

Entenda o Rio+20

Em junho, o Brasil sediará a Rio+20, conferência da ONU que reunirá líderes do mundo todo para discutir meios de transformar o planeta em um lugar melhor para se viver. O evento será realizado no Rio de Janeiro, 20 anos depois da Eco92.

Você já deve ter lido na internet ou visto na TV que, em 2012, o Brasil será sede de uma importante conferência da ONU – Organização das Nações Unidas: a Conferência das Nações Unidas em Desenvolvimento Sustentável, apelidada de Rio+20. Mas você faz ideia do que acontecerá durante esse evento? Do que ele representa para o nosso futuro?

Entre os dias 4 e 6 de junho, líderes dos 191 países que fazem parte da ONU, além de representantes de vários setores da Organização, se reunirão para discutir como podemos transformar o planeta em um lugar melhor para viver, inclusive para as futuras gerações. Uma grande responsabilidade, não é mesmo? 

A ideia da realização dessa Conferência no Brasil foi do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, em 2007, fez a proposta para a ONU. E você sabe por que o evento recebeu o nome de Rio+20? Porque a reunião acontecerá no Rio de Janeiro, exatamente 20 anos depois de outra conferência internacional que tinha objetivos muito semelhantes: a Eco92, também promovida pela ONU, na capital fluminense, para debater meios possíveis de desenvolvimento sem desrespeitar o meio ambiente.

Vinte anos depois, a Rio+20 reunirá os líderes de todo o mundo para fazer um balanço do que foi feito nas últimas duas décadas e discutir novas maneiras de recuperar os estragos que já fizemos no planeta, sem deixar de progredir. Mas pensar em alternativas para diminuir o impacto da humanidade na Terra não é responsabilidade, apenas, dos governantes: é nossa também. Afinal, todas as atitudes que tomamos no dia a dia – do tempo que demoramos para escovar os dentes ao meio de transporte que escolhemos para ir à escola – afetam, de alguma maneira, o planeta e, por consequência, nossa vida.

Por isso, no mesmo período da reunião oficial da Rio+20, o Rio de Janeiro sediará, também, a Cúpula dos Povos: um evento que contará com debates, palestras e uma porção de outras atividades, sobre os mesmos temas da Conferência da ONU, mas que serão promovidos por grupos da sociedade civil – como ONGs e empresas.

A ideia é que todos os setores da sociedade discutam, ao mesmo tempo, maneiras de transformar o planeta em um lugar melhor para vivermos. Afinal, a união faz a força, certo? E até mesmo quem estiver de fora dessas duas reuniões pode ajudar, pensando em maneiras de diminuir seu impacto na Terra. Que tal tomar banhos mais curtos? Ou desligar a TV, enquanto usa o computador e vice-versa? Pense em atitudes que você pode adotar para melhorar o planeta em que vivemos e compartilhe com seus amigos, pais e professores! Você pode incentivar muitas outras pessoas a fazer o mesmo…

 

Fonte: Planeta Sustentável (http://planetasustentavel.abril.com.br/planetinha/fique-ligado/rio-20-conferecia-onu-desenvolvimento-sustentavel-635317.shtml)

Novidades no “menu”

De acordo com pesquisa da Universidade de Wageningen (Holanda), criação de insetos libera quantidade menor de gases estufa que a pecuária: uma criação de gafanhotos, por exemplo, emite 10 vezes menos metano e 300 vezes menos óxido nitroso. Outra vantagem em relação a pecuária é a preservação das florestas, que não sofreriam tanta destruição para o avanço das pastagens.

Mas qual a finalidade dessa pesquisa?

Aqui no Brasil, um empresário dono de uma companhia que cria e comercializa insetos, Luiz Otávio Pôssas Gonçalves, ao pedir que seu negócio fosse reconhecido como um “estabelecimento produtor de insetos para consumo humano”, levou à discussão a legalização da entomofagia (insetos como fonte de alimento). Nada foi decidido, porém o  Ministério da Agricultura requisitou indicação bibliográfica ao empresário para que o assunto seja discutido, visto que ele pode representar oportunidade real de combater o aquecimento global.

Esta opção também está sendo pensada pela  FAO – Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação. Pesquisas desta organização mostram que cerca de 80% dos países possuem insetos em sua alimentação (a maioria localizada no continente americano).

E você? Toparia essa “novidade” no menu?

Fonte: Planeta Sustentável (Débora Spitzcovsky)

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